sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Mas... ainda há tempo....


Sempre me perguntei se as escolhas feitas na vida tenham sido as mais sensatas, e se não teriam tido outras opções. Meus questionamentos são quase acusadores, vão contra mim. Será que deixei de tomar uma posição em algum momento da vida? Ou será que deixei de lado quem meu coração tivesse escolhido?
Minha vida é muito contraditória, mas as dúvidas sempre andaram de mãos dadas comigo. As dúvidas sempre me acompanharam, fazendo parte dos condimentos quando a vida ficava sem sabor. Os questionamentos sempre são necessários.
Estou seguindo a vida... É necessário as mudanças, é fundamental deixar de lado algumas lembranças e esquecer outras. Mas o medo de ter feito uma escolha errada sempre me acompanhou. Não dá para negar que por medo talvez também não soubesse escolher. Tudo isso é muito confuso.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Quem souber morrer a tudo terá vida em tudo. (S. João da Cruz)





O uso devoto da cruz, iluminado pela fé em Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador nosso, torna-se uma fonte constante de bênçãos divinas.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Transparência de Deus


Durante uma viagem, um jornalista fez uma pergunta a Madre Teresa de Calcutá.
- Madre, a senhora tem setenta anos. Quando morrer, o mundo será como era antes. O que mudou depois de tanto sacrifício?
- Veja, eu nunca havia pensado em poder mudar o mundo! Procurei apenas ser uma gota de água límpida, pura, na qual pudesse transparecer o amor de Deus. Você acha que isso é pouco?
O jornalista não soube o que responder e Madre Teresa continuou:
- Procure você também ser uma gota de água límpida e assim seremos dois. Você é casado?
- Sim, Madre.
- Então diga também a sua esposa e assim seremos três. Tem filhos?
- Sim, tenho três filhos, Madre.
- Ah, diga igualmente para seus filhos e então seremos seis...


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Em outra ocasião, Madre Teresa percebeu que um fotógrafo insistia em fotografar seus olhos em close. Então perguntou:
- Por favor, diga-me, por qual motivo que fotografar os meus olhos?
- Porque seus olhos, Madre, são os mais felizes que eu já vi.
- Sim - respondeu ela - Meus olhos são felizes porque minhas mãos já enxugaram muitas lágrimas.


(Texto adaptado do Boletim Encontro, do apostolado da Oração de Curitiba, PR - Por Ir. Mary Clare Millea, ASCJ)

Um coração que não cala, mas sempre aprende




Chorar não resolve, falar pouco é uma virtude, aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo. Para qualquer escolha se segue alguma consequência, vontades efêmeras não valem a pena; quem faz uma vez, não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze.

Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível. Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida, o que está no passado tem motivos para não fazer parte do presente, mas não é preciso perder para aprender a dar valor, e os amigos ainda se contam nos dedos...

Aos poucos, você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar para o resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela. Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado, o tempo sempre vai ser o melhor remédio, mas seus resultados nem sempre serão imediatos.

(Charles Chaplin)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Quero ser uma mulher no coração de Jesus


Cometo erros e também acertos, sou pecadora e HUMANA. Sou apenas uma iniciante nessa vida, querendo viver e ser feliz.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Preciso me encontrar...


Já sinto saudades das manhãs solarengas e sabor a veludo.
De momento nada procuro. Nem as manhãs de sol, nem o significado da palavra.
Sei que quero estar viva e no entanto morro aos pedaços. Uma porção de cada vez.
A morrer a passos largos para este filme, rodado na escuridão, protagonizado por um actor de segunda, sem jeito, sem guião e sem direito a qualquer tipo de Óscar.
Também nunca dei muito valor a isso. Como nunca dei o verdadeiro valor a ser feliz. Penso que deveria retroceder alguns anos. Talvez ao ventre afavelmente morno da génese de mim. Não o posso fazer. Também já não tinha sequer vontade.
Preciso de me encontrar. Olhar em meu redor. Nem que me descubra debaixo de um tapete, atrás de uma porta, mas tenho de me encontrar no compasso de uma dança, numa palavra, num sorriso. Tenho de sacudir a poeira, varrer debaixo do tapete. É hora de mudar a valsa da minha dança, voltar a escrever o que ainda não escrevi e a sorrir o que não sorri. Fazer da minha vida uma doce sinfonia.
Fico por momentos, a olhar… lendo no horizonte um texto de vento, um poema de chuva. E esses momentos são como andorinhas que voam na minha memória, são cheiros e sabores que ficam a adornar o tempo que sempre foge. Tal como a minha andorinha me abala quando esvoaça no meu peito. Ando ausente de mim, distante de tudo. Passo por monumentos e não os vejo, por sítios onde os havia e nem me apercebo que os tiraram. Pela casa onde moro e não distingo que morri.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008